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Manuel Armando da Costa Ekuikui reflecte sobre os desafios da democracia na Tanzânia e defende maior participação política da juventude africana

Manuel Armando da Costa Ekuikui reflectiu sobre os desafios da democracia na Tanzânia, após seis dias em Arusha, onde conversou com jovens sobre a governação, a liberdade de expressão e as perspectivas de mudança política. O dirigente destacou o receio e o desânimo manifestados por alguns jovens perante o actual cenário político do país, marcado por tensões eleitorais e restrições à oposição.
Durante os encontros, abordou também a realidade de Angola, defendendo a importância da justiça, da alternância política e da participação cívica da juventude. Ekuikui apelou aos jovens africanos para que não desistam dos seus ideais, sublinhando que a construção de sociedades democráticas exige coragem, organização e perseverança.

13.10.2026

Manuel Armando da Costa Ekuikui reflecte sobre os desafios da democracia na Tanzânia e defende maior participação política da juventude africana

O dirigente destacou a importância da liberdade de expressão, da alternância política e do envolvimento dos jovens na construção de sociedades democráticas, estabelecendo paralelos entre a realidade tanzaniana e os desafios políticos de Angola. ARUSHA, TANZÂNIA — Manuel Armando da Costa Ekuikui partilhou uma reflexão sobre a situação política e democrática da Tanzânia, após seis dias em Arusha, onde manteve conversas com jovens para compreender as suas percepções sobre a governação, o funcionamento das instituições e as perspectivas de mudança política no país.
Durante os encontros, Ekuikui identificou sinais de preocupação, receio e desânimo entre alguns jovens, sobretudo em relação à possibilidade de transformação do actual quadro político. Segundo o seu relato, as conversas evidenciaram o impacto que a restrição das liberdades cívicas e a falta de confiança no processo político podem exercer sobre a participação dos cidadãos na vida pública.
A reflexão surge num contexto de tensão política na Tanzânia, governada pelo partido Chama Cha Mapinduzi (CCM), que mantém-se no poder desde a independência da Tanzânia continental, em 1961. O cenário político foi marcado por controvérsias em torno das eleições gerais de Outubro de 2025, denúncias de restrições à oposição e episódios de repressão de manifestações, que suscitaram preocupação de organizações de direitos humanos. Outro elemento central da análise é a situação de Tundu Lissu, presidente do partido da oposição CHADEMA, detido desde Abril de 2025 e acusado de traição à pátria. O processo tornou-se um dos pontos de maior tensão no debate sobre o pluralismo político, as garantias judiciais e o espaço de actuação das forças da oposição.

Democracia, liberdade e participação juvenil
Na sua abordagem, Manuel Armando da Costa Ekuikui salientou que a consolidação democrática depende não apenas da realização periódica de eleições, mas também da existência de condições efectivas para o exercício das liberdades fundamentais, da competição política e da participação dos cidadãos sem intimidação. O dirigente defendeu que a juventude deve assumir um papel activo nos processos de transformação social e política, através da consciência cívica, da organização, do diálogo e do exercício responsável dos seus direitos. Na sua perspectiva, o sentimento de resignação representa um obstáculo à mobilização social e à construção de alternativas democráticas.
Durante as conversas em Arusha, Ekuikui abordou igualmente a realidade política angolana, destacando os desafios relacionados com a justiça, a liberdade e a alternância no exercício do poder. A iniciativa permitiu estabelecer uma comparação entre os contextos dos dois países, tendo como ponto central a necessidade de garantir que os cidadãos possam participar livremente nas decisões que determinam o futuro das suas sociedades.

O contexto africano e os desafios da governação
A reflexão também destacou que a independência política não representa, por si só, uma garantia de liberdade plena, desenvolvimento inclusivo ou respeito pelos direitos fundamentais. Para Ekuikui, a verdadeira emancipação dos povos africanos deve traduzir-se na dignidade humana, no fortalecimento das instituições democráticas e na capacidade de cada cidadão escolher os seus representantes. Arusha, reconhecida pelas suas paisagens naturais e pela proximidade de importantes destinos turísticos da Tanzânia, constituiu o cenário destas conversas sobre questões políticas e sociais que ultrapassam as fronteiras nacionais e integram o debate mais amplo sobre a governação em África.
Ao concluir a sua reflexão, Manuel Armando da Costa Ekuikui reafirmou a importância de preservar a esperança e incentivar a participação política dos jovens, defendendo que o medo não deve limitar a liberdade de expressão nem comprometer a confiança dos cidadãos na possibilidade de mudança. A mensagem central da sua intervenção aponta para a necessidade de construir sociedades africanas nas quais a juventude possa expressar as suas opiniões, exercer os seus direitos políticos e contribuir activamente para a definição dos rumos dos respectivos países.

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